Como serão as agências do futuro?

Publicado: fevereiro 28, 2010 em Agências, Marketing

Por: Chmkt

Adoro previsões– mesmo que por pura diversão. Obviamente, há trabalhos de antecipação do futuro, que, embasados em estudos de tendências e análises históricas (segundo alguns, o futuro repete, na essência, o passado), trazem perspectivas úteis e que podem ser levadas a sério. Outros, mais proféticos, são interessantes de ver, mas exigem todo um senso crítico para avaliarmos o que é válido ou não.

Em um texto recente na Advertising Age, o Al DiGuido, CEO da agência Zeta Interactive, trouxe o que ele chamou de ‘3 previsões para o futuro modelo de agência’. Ou seja, como, na visão dele, serão as agências em 2015. Resolvi traduzir e replicar por aqui. Vamos lá:

1. Agências enxutas com novos títulos

O autor conta que, com fees menores de mídia e produção e margens reduzidas, será exigido um modelo de agência mais enxuto, com as melhores e mais brilhantes raramente excedendo 100 pessoas. Na era do imediatismo, o tamanho pequeno será uma vantagem de mercado, permitindo que as equipes ajam com mais rapidez, sejam mais flexíveis e trabalhem de forma mais colaborativa.

Além do encolhimento do tamanho, destaca, as agências sentirão uma mudança em poder e prioridades. Diretores criativos serão ofuscados pelos especialistas em todos os aspectos do mundo das novas mídias – da expertise em estratégia e pensamento de canais até a execução de campanhas e análises posteriores. Os títulos de hoje não serão mais os mesmos, pontua DiGuido. O especialista em convergência – profissional capaz de orquestrar a experiência do consumidor em uma ampla gama de canais e meios – terá cada vez mais destaque.

2. A análise vai decorar a sala de troféus

Segundo ele, as agências que buscam ganhar prêmios serão cada vez menos valorizadas pelos clientes. O resultado (retorno sobre investimento) será a única medida de sucesso. Nesse ambiente, conta, aquele que controla dados (e tem a expertise de entender, analisar e retirar insights desses números) será peça-chave.

Os dados dominarão a atividade das agências – mensagens em tempo real, resultados em tempo real e análise. O dia em que os planners não planejarão sem saber as métricas do sucesso estão contados, diz o autor. O pessoal de criação não criará sem entender a relação entre execução, engajamento e retorno. Na agência do futuro, a análise guiará a estratégia – e não o contrário.

3. A tecnologia não será mais ‘alugada’

A tecnologia não terá mais um papel tangencial, aponta DiGuido. Tecnologias como e-mail, marketing de busca, plataformas de mídias sociais e soluções móbile, não serão suficientes. Seja uma agência de criação, de mídia, de marketing direto, ou de interatividade, ser dono de tecnologias e ganhar sobre seu uso será algo essencial. Isso garantirá receita e um lucro estável. Para ele, propriedade tecnológica será um grande diferenciador. As agências com os melhores desenvolvedores serão as novas líderes, afirma.

Fonte:
http://www.chmkt.com.br/

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